JULIANA PAES CELEBRA O SUCESSO NA CARREIRA AO LADO DE DUDU BAPTISTA: "FOI UM MARCO"

Escrito por Radio 104FM on .

jULIANA PAES CELEBRA O SUCESSO NA CARREIRA AO LADO DE DUDU BAPTISTA: "FOI UM MARCO"

Atriz aproveitou dias de merecido descanso nos Alpes Franceses acompanhada do marido, Carlos Eduardo Baptista, e fez um balanço sobre seu incrível 2017 na carreira: "Vou fazer quase 20 anos de carreira e ainda não tinha vivido algo tão intenso"


 (Foto: Nina Jacobi/ Flare Fotografia/ Ed.Globo)
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Juliana Paes não decepciona quando o assunto é carisma. Foi nesse espírito de bem com a vida que a atriz chegou para nosso bate-papo que recheia a capa digital de final de ano da QUEM, realizada no village de neve. Entre passeios de snowboard ou pelo vilarejo de Samöens, jantares com amigos e descanso na companhia do marido, Juliana Paes falou sobre família, maturidade, os desafios de manter os pés no chão quando o sucesso bate à porta, e fez um balanço de 2017.

Casada há quase 10 anos com Dudu e mãe dos pequenos Pedro, de 7 anos, e Antônio, de 4, a atriz viu sua carreira voar ainda mais alto com sua Bibi Perigosa em A Força do Querer. Juliana, que sempre foi popular e uma das mais carismáticas de sua geração, ganhou a boca do povo na pele da controversa mulher que se envolve com o tráfico de drogas por amor. Foi uma daquelas conjunções raras de se ver na carreira de um ator: quando a personagem certa aparece para a atriz certa, na hora certa. Juliana sabe que episódios como esse não acontecem todo dia: "Foi um grande momento na minha carreira, um marco mesmo. Vou fazer 20 anos de carreira e nunca tinha vivenciado algo tão intenso", conta.

Depois do furacão Bibi, Juliana quer dar um tempo da televisão para deixar o público desligar sua imagem à da personagem. Enquanto isso, ela se prepara para o retorno à Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio. A atriz conta que terá apenas dez dias para se preparar para arrasar na avedida - nada que tire seu sono: "No final das contas, também quero fazer um statement: Sou uma mulher de 38 anos na avenida, não quero parecer uma menina de 20. Quero parecer uma mulher de 38 que está animada, que se diverte. Não tenho obrigação de ter tanquinho. Se tiver, ok. Se não estiver, ok também", avalia.

Juliana Paes (Foto: Nina Jacobi/ Flare Fotografia/ Ed.Globo)
Juliana Paes aspas (Foto:  )
Juliana Paes pratica snowboard na estação de esqui do Club Med, nos Alpes Franceses (Foto: Nina Jacobi/ Flare Fotografia/ Ed.Globo)

Confira abaixo, na íntegra, a entrevista com Juliana Paes:

Viagens como essa, especialmente depois de um ano como 2017, são uma oportunidade de você e o Dudu se curtirem. Você acha isso importante pra relação?
É muito importante! A gente é muito ligado nas crianças, mas sempre teve esse compromisso de fazer viagens só nossas. Óbvio que nunca vão além de uma semana. Se passa disso a gente começa a achar tudo meio sem graça, a pensar em voltar pra casa... já entendemos que esse é nosso limite. Essas luas de mel que tiramos são importantes pra ter tempo de ter nossos próprios assuntos. Quando a gente está em casa o papo gira muito em torno dos filhos e quando estamos sozinhos, podemos ter outros assuntos, outra rotina, acordar mais tarde...

Os meninos entendem?
Super entendem! Temos um jeito de criar ele, desde sempre, que foi deixando na casa dos avós. Então eles se acostumaram e ficam numa boa. Pra gente é um conforto.

Às vezes os pais têm um pouco o  sentimento de culpa de se divertir sem os filhos. Você já passou por isso?
Já tive esse sentimento, mas já entendi também que quando você volta pra eles desses momentos em que conseguiu se divertir e descansar, você volta pra casa mais inteira, a fim de estar com as crianças, mais realinhada e leve. Fico com mais culpa por estar muito tempo no trabalho do que quando tiro uns dias pra descansar.

Juliana Paes e Carlos Eduardo Baptista posam juntos na neve (Foto: Nina Jacobi/ Flare Fotografia/ Ed.Globo)
Juliana Paes (Foto: Nina Jacobi/ Flare Fotografia/ Ed.Globo)

E esse ano foi de muito trabalho: O furacão Bibi passou pela sua vida. Já conseguiu desapegar dela?
A Bibi foi um grande momento na minha carreira, é um marco mesmo. Vou fazer quase 20 anos de carreira e nunca tinha vivenciado algo tão intenso. Perdi um pouco a minha identidade, as pessoas só me chamavam de Bibi. Foi uma experiência enlouquecedora de não poder sair na rua, de ir ao shopping e não conseguir andar. Senti muito esse assédio e essa comoção.  Demora um pouco pra sair do corpo essa coisa que ficou tão orgânica. Já me peguei gesticulando como ela ou em uma pose muito parecida.

Olhando hoje, com certo distanciamento, qual foi o aprendizado desse trabalho?
O que eu entendi é que os filhos me trouxeram uma maturidade que eu não achava que poderia alcançar como mulher. Isso se transformou numa ferramenta que, como atriz, eu desconhecia. Uma ferramenta de poder, de eu sentir que podia, que tinha sensibilidade suficiente pra lidar com aquela relação que a Bibi tinha com o filho e com a mãe. Pra mim, serviu pra entender que me sinto madura como atriz. Não digo completa nem pronta, porque a gente nunca está pronta, está sempre aprendendo. Mas foi um grande encontro, muito especial: Quando você encontra a atriz certa, no momento certo, para viver o papel certo. Isso aconteceu e por isso foi essa comoção toda.

No que diz respeito ao trabalho, aprendi que a televisão está viva. Muito se diz por aí que a novela acabou. Eu não acredito nisso. A dramaturgia está viva e a novela brasileira é coisa nossa. A gente nunca vai deixar de acompanhar uma boa novela, com bons personagens. Se são bons ou maus, de boa índole ou não, não importa. As pessoas gostam de personagens humanizadas. Se são humanos, elas vão querer acompanhar pra criticar, gostar, amar, ficar com raiva, torcer, debater. Foi o que aprendi.

Essa foi uma conjunção rara de fatores. Nem todos os personagens são assim. Te preocupa agora, ir além em um próximo trabalho?
Existe sim uma expectativa, e claro que penso nisso. Por isso acho tão importante dar um tempo de TV, deixar as pessoas esquecerem um pouco a Bibi.

E você ainda está nos cinemas com a releitura de Dona Flor e Seus Dois Maridos...
É uma nova versão, um novo roteiro. Existem cenas icônicas que o Pedro (Vasconcellos) fez questão de manter, até por respeito ao público que tem a expectativa de ver determinadas cenas.

Mas é uma releitura de um filme icônico, com uma atriz icônica que é a Sônia Braga. Quando você recebeu o convite bateu alguma insegurança no sentido de fazer uma Dona Flor à altura do que se espera?
Insegurança não sei se é a palavra. Bate aquele frisson do desafio. Me sinto desafiada e gosto disso. Ninguém pode dizer que não sou corajosa (risos). Ao mesmo tempo me sinto, hoje em dia, numa posição muito confortável como atriz de fazer minhas próprias personagens. Claro que tenho muita reverência pelo que já foi feito. Sou grande fã da Sônia Braga, é impossível não tê-la como pano de fundo, ela inspira tudo que fiz. Mas me sinto confortável pra fazer do meu jeito, com as minhas ferramentas, no meu entendimento da personagem.

fonte: revista quem

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