Protesto em São Paulo com artistas pede saída de Temer e 'Diretas Já'
Protesto em São Paulo com artistas pede saída de Temer e 'Diretas Já'
Artistas de diversas áreas se reúnem neste domingo (4) no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, em ato que pede a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e a convocação de eleições diretas para substituí-lo. O ato pelas Diretas Já em São Paulo foi convocado por ativistas e cerca de 30 blocos de Carnaval, entre ele o Acadêmicos do Baixo Augusta e o Tarado No Você, que interpreta canções de Caetano Veloso.
Primeiro a subir no palco neste domingo, o cantor Chico César defendeu, antes do show, eleições diretas para evitar o que chama de "ataque a direitos conquistados pelo povo", sob ameaça das reformas implementadas pelo governo Temer, como a trabalhista e a previdenciária.
"A bandeira da democracia é nossa, é dos trabalhadores, é do povo", diz. "O Brasil quer escolher seu presidente e, se possível, já", afirmou.
O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, criticou articulações do Congresso para eleger indiretamente o ocupante do Palácio do Planalto em caso de queda de Temer. "Esse Congresso Nacional não tem autoridade moral para eleger o presidente. O que a gente defende é que o povo escolha quem será o presidente", disse.
Boulos avalia que o presidente Temer "não tem condições de estar lá (no Planalto), após a delação da JBS implicá-lo diretamente na Lava Jato.
A atriz e poetisa Elisa Lucinda fez um discurso calcado na questão do racismo, pedindo Diretas Já é uma "vassourinha" nos preconceitos de parte da esquerda brasileira. "A esquerda também é machista, homofóbica e racista. Precisamos passar uma vassourinha na esquerda também", disse.
A autônoma Pamela Catarine, 22, veio de Embu das Artes para "ver o show e protestar". Ela diz que quer votar para presidente. O candidato preferido dela é o ex-presidente Lula. "Se ele puder participar, eu voto no Lula", diz.
O ato ocorre ao longo de todo o dia e deve receber os cantores Criolo, Emicida, Mano Brown, Maria Gadú, Tiro, Péricles e Tulipa Ruiz, entre outros. Na página do evento na rede social, o evento, intitulado "SP pelas Diretas Já", tem aproximadamente 20 mil pessoas confirmadas.
Em meio à crise política que assola o governo de Michel Temer, esse será o segundo grande ato a tratar do assunto. No dia 28 de maio, milhares de pessoas já haviam se reunido no Rio de Janeiro para pedir um pleito direto.
Segundo protesto
Temer deve passar o domingo em Brasília. A pressão sobre o presidente aumentou após a prisão, ontem, do ex-assessor da Presidência, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
Ele foi flagrado pela Polícia Federal carregando uma mala com R$ 500 mil em propinas pagas pela JBS.
Segundo o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, "não altera em nada" a estratégia de defesa do presidente.
UOL


