Desembargadora que fez post sobre Marielle será investigada pelo CNJ
Desembargadora que fez post sobre Marielle será investigada pelo CNJ
"A conduta mais ponderada seria a de esperar o término das investigações para, então, ainda na condição de cidadã, opinar ou não sobre o tem", acrescentou a desembargadora do Rio.
Passo a passo
Segundo a Corregedoria do CNJ, o procedimento é preliminar, investigará os fatos e coletará provas.
Depois, se o corregedor entender que há elementos para abrir um processo contra a magistrada, Noronha pode pedir ao plenário do conselho a instauração de um processo administrativo disciplinar.
Na reclamação ao CNJ, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia afirmou que a postagem tinha "conteúdo misógino e acusações falsas, fato público, notório e amplamente divulgado nos meios de comunicação, sem qualquer prova contra a honra e a dignidade da vereadora morta".
O PSOL, por sua vez, argumentou ser "é inaceitável que uma desembargadora venha a público fazer afirmações criminosas, enquanto o representante do Poder Judiciário, a desembargadora inspira uma confiança que leva os leitores a acreditar em suas declarações, por mais infundadas que elas sejam".
Professora com Down
Em outra postagem nas redes sociais, Marilia Castro Neves ironizou a professora Débora Seabra, primeira com síndrome de Down no Brasil.
"Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social... Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?", postou Maria Castro Neves (veja na imagem acima).
Em resposta, Débora Seabra afirmou: "Eu ensino muitas coisas para as crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais. (...) O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso."
Ironia sobre assédio sexual
Segundo o jornal "O Globo", Marilia de Castro Neves também fez uma publicação, em 2015, na qual ironizou mobilizações contra o assédio sexual e em favor dos direitos das minorias.
"Assédio sexual é o quê? Paquera no trabalho???? Francamente!!!! Será que não temos nada mais importante pelo que lutarmos???? Uma pia de louça para lavarmos???", publicou a desembargadora à época.
G1

