Cigarro ainda é grande vilão da saúde
Cigarro ainda é grande vilão da saúde

De acordo com o médico, hábito de fumar está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversas doenças. “Um cigarro tem 4.720 substâncias nocivas à saúde. Nós temos mais de 50 doenças relacionadas ao tabagismo desde problemas cardiovasculares, dos sistemas digestivo, respiratório, gastresofágico e genitouninario, além das neoplasias malignas da cavidade oral, faringe, esôfago, pâncreas, cólon entre outros”, explica o médico.
Para quem entendeu que fumar, além de dispendioso financeiramente, faz muito mal à saúde, o médico do Hapvida Saúde ressalta que há vários mecanismos para combater o vício. “Sempre que recebo um fumante no consultório pergunto o tempo que ele fuma e, rapidamente, tento mostrar o quanto ele já gastou com esse mau hábito. Alguns ficam inclusive muito impressionados o quanto já gastaram, pois são anos fumando. E quem quer parar, nós podemos fazer acompanhamento psicológico e também associar com medicamentos coadjuvantes no tratamento desse paciente, mas nada acontece se ele não tiver muita força de vontade”, conclui o Dimitri.
Hora de parar
Adriano Chedieck parou de fumar há três anos e meio. Fumando durante 27 anos de sua vida, decidiu parar para conquistar a sua liberdade, perdida quando passou a ser dependente do tabaco. Mas, o caminho em busca da liberdade nem sempre é fácil. “Há dois anos sem fumar, estava na rede lendo, e me vi procurando instintivamente um cigarro e o cinzeiro. Então, é difícil. Até hoje sinto vontade, mas consigo dizer não sem me martelar. Percebi que existe vida melhor sem cigarro. Temos que ter força de vontade”, diz.
Adriano resume sua vida antes e após o cigarro com a palavra “liberdade”, além da saúde. “Sentia-me preso. Fumava duas carteiras de cigarro por dia. Isso quando estava calmo. Caso contrário, chegava a seis, quando bebia. Considerava-me um dependente. Adicto mesmo pelo cigarro.” Adriano lembra um episódio em que o vício falou mais alto. “Eram 3h da manhã quando acordei e me deparei sem cigarro algum em casa. Então, debaixo de chuva, senti a imensa necessidade de fumar e fui comprar.”
Em relação às diferenças antes e após a dependência do cigarro, Adriano sente a resposta no seu organismo. “Fôlego, sono, respiração, olfato, paladar etc. Em todos esses aspectos, senti nitidamente a melhora após o abandono do cigarro.”
Adriano Chedieck lembra ainda quando estava na segunda semana sem fumar. “Sofria muito. Às vezes, passava cinco minutos martelando na minha cabeça a palavra cigarro. Foi quando fui apenas acompanhar um amigo a um Centro Espírita. Quando saí de lá, tive uma paz de espírito imensa e não senti vontade de fumar mais naquele dia.” Até hoje ele frequenta o Centro. Para o publicitário, essa experiência foi um bálsamo em sua vida. “E o mais engraçado é que não fui atrás. Aconteceu. Atualmente, considero-me um praticamente do espiritismo, pois devo muito à crença o meu abandono do cigarro.” Por fim, pontua: “Não aconselho ninguém a começar a fumar”.
pbagora
